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Foto: AI/HPFechar
Quarta-feira, 08 de abril de 2009

Saúde, Meio Ambiente e Equidade Social

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Na semana em que comemoramos o Dia Mundial da Saúde (7/4) nossas atenções devem estar voltadas para a inter-relação das questões Saúde e Meio Ambiente. Quando tocamos nesse tema, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a relação saneamento-saúde. Precursora desse debate, a questão do saneamento continua no cerne das discussões relativas à saúde, em particular a infantil, uma vez que são as crianças as que estão mais sujeitas a sofrer as graves conseqüências do ambiente não saneado. Somente através do PAC do saneamento básico, o Governo Lula disponibilizou R$ 40 bi para os 27 estados brasileiros. Porém, muito ainda precisa ser feito para suprir as crescentes necessidades da população diante da fase de desenvolvimento em que se encontra e a conseqüente mudança em seus hábitos de consumo.

O crescimento urbano desorganizado é outro ponto que, raramente, vem acompanhado de investimentos adequados em infra-estrutura habitacional. Essa situação nos leva a perceber o aumento do número de pessoas vivendo em condições insalubres, sem cobertura de serviços básicos essenciais como água, esgoto e coleta de lixo. Mais uma vez, temos a ação do Governo Lula através do PAC da Habitação, que disponibiliza recursos que permitirão resolver o problema de um milhão de famílias. Porém, para isso, é fundamental a parceria dos estados e municípios.

A coleta e a destinação dos resíduos sólidos continuam entre os principais problemas ambientais de qualquer centro urbano. A magnitude dessa questão se explica não só pelas enormes quantidades de resíduos produzidas pela sociedade, como pela falta de políticas públicas adequadas para o tema. Todas essas são situações vivenciadas cotidianamente em nossa região. Já temos a grande concentração habitacional nas áreas urbanas que, inclusive, acontece de maneira desenfreada, sem mecanismos regulatórios e de controle, trazendo consigo enormes reflexos na saúde da população.

Para reverter esse quadro é preciso que haja a incorporação, aos debates de políticas de saúde, das questões relacionadas ao meio ambiente. Precisamos construir uma ampla estratégia de desenvolvimento sustentável, numa abordagem integrada, que trate de mecanismos inter-setoriais que possibilitem um diálogo amplo entre as partes. A saúde ambiental tem hoje o desafio de promover uma melhor qualidade de vida e saúde nas cidades e, através desse avanço, promover a oportunidade de enfrentamento ao absurdo quadro de exclusão social que vivemos hoje, sob a perspectiva da eqüidade.

 

Hamilton PereiraDeputado estadual