Entrevistas

"Ansiedade de fazer Lula presidente brecou projeto paulista", afirma Edinho Silva05/03/2010"Ansiedade de fazer Lula presidente brecou projeto paulista", afirma Edinho SilvaEdinho Silva, presidente do diretório do PT-SP, trabalha para construir uma liderança para disputar o Estado. A dificuldade está no enfraquecimento regional do partido, depois que o presidente Lula Inácio Lula da Silva chegou ao poder. Edinho reclama da indefinição do deputado Ciro Gomes (PSB), que atrasa as campanhas nacional e estadual do PT em São Paulo.Publicado no Jornal Valor Econômico
"Não vamos recusar nenhum apoio", diz ministro sobre palanques de Dilma03/03/2010"Não vamos recusar nenhum apoio", diz ministro sobre palanques de DilmaO ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, é o ministro do Twitter, mas é também um dos protagonistas do segundo mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva e autoridade próxima à pré-candidata do presidente à sua sucessão: a ministra Dilma Rousseff. Padilha recebeu o R7 há duas semanas, no ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e, apesar de negar ser um braço direito da ministra, está em "todas" com a presidenciável, sendo presença garantida na maioria dos eventos ou viagens da pré-candidata. Para Padilha, a ministra é a pessoa mais preparada para assumir o governo porque nunca "premeditou" nem "trabalhou" para isso, e disse que Dilma é a continuidade do lulismo. Andréia Sadi, do R7
Dilma: "Você acha que sou um poste?"22/02/2010Dilma: "Você acha que sou um poste?"Dilma rousseff já fala como candidata à presidência. Falou pela primeira vez numa entrevista a ÉPOCA, concedida na última quinta-feira, dia de abertura do Congresso do PT que a aclamou como o nome do partido para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escolhida candidata por Lula, Dilma se apresenta como a melhor alternativa para dar continuidade aos projetos do atual governo. E faz questão de rebater a acusação dos adversários de que seja apenas um títere do presidente: "Duvido. Duvido que os grandes experientes em gestão tenham o nível de experiência que eu tenho. Duvido". Mas, questionada sobre a possibilidade da volta de Lula em 2014, Dilma aceita a hipótese. "Sem sombra de dúvida, ele pode. O presidente chegou a um ponto de liderança pessoal, política, nacional e internacional que o futuro dele é o que ele quiser", diz a ministra-chefe da Casa Civil - posto de Dilma até 2 de abril, quando deverá deixar o cargo para disputar as eleições presidenciais.Revista Época
Vaccarezza: "Não partilho do discurso do já ganhou"22/02/2010Vaccarezza: "Não partilho do discurso do já ganhou"Vaccarezza: "Não partilho do discurso do já ganhou. Temos de trabalhar para consolidar o favoritismo de Dilma. Ela já é a favorita". O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, concedeu entrevista ao blog de Josias de Souza. Leia, abaixo:Site do Vaccarezza
'A campanha de Dilma será pragmática', diz Dutra19/02/2010'A campanha de Dilma será pragmática', diz DutraNa semana em que assume o comando nacional do PT, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra admite que, depois de 30 anos, o partido transformou-se numa legenda pragmática. Até hoje, poucos admitem publicamente essa mudança de comportamento. "O PT é um partido pragmático! Qualquer partido que queira governar, tem que ser pragmático", afirma Dutra. Nesta entrevista ao GLOBO, concedida antes do mal-estar com o governador Sérgio Cabral, ele diz que na campanha de Dilma Rousseff também prevalecerá o pragmatismo.Maria Lima e Gerson Camarotti - O GLOBO
Dilma é para dois mandatos, diz Lula19/02/2010Dilma é para dois mandatos, diz LulaO presidente Lula negou que tenha escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial com o objetivo de tentar voltar ao poder em 2014. "Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio", afirmou Lula em entrevista exclusiva ao Estado. "Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara." Para o presidente, uma eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que o seu governo, mas afirmou que as diretrizes do programa petista podem ser mais "progressistas": "O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender". No entanto, disse considerar importantes os investimentos estratégicos do Estado, que incluem criar "uma megaempresa de energia no País". O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde PT e PMDB não selaram aliança. "Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível." Na entrevista, Lula defendeu o senador José Sarney, criticou o ex-presidente FHC e falou das enchentes em São Paulo, mas poupou o governador José Serra, provável adversário de Dilma - que o presidente definiu como uma mulher "sem ranço, sem mágoa e sem preconceito" na política. O Estado de São Paulo
"O lulismo pode durar 30 anos" - André Singer17/02/2010"O lulismo pode durar 30 anos" - André SingerAutor de um artigo que causou grande repercussão nos meios acadêmicos e políticos, o cientista político e ex-porta-voz da Presidência André Singer diz que as eleições presidenciais de 2010 serão o grande teste de força do lulismo. Para Singer, o lulismo alia um projeto de redistribuição de renda à manutenção da ordem social, o que atraiu eleitores conservadores e de baixa renda historicamente avessos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Singer acompanhou Lula ao longo do primeiro mandato e estudou o comportamento eleitoral brasileiro nas cinco últimas eleições para presidente. Segundo ele, o lulismo reorganizou o eleitorado brasileiro e poderá virar uma força política hegemônica por décadas.REVISTA ÉPOCA
Pacote anticorrupção - Entrevista com Jorge Hage17/02/2010Pacote anticorrupção - Entrevista com Jorge HageNa segunda-feira 8, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso um projeto que visa combater a corrupção contra a administração pública. O texto prevê, na esfera administrativa, a aplicação de multas de até 6 milhões de reais ou 30% do faturamento das empresas que fraudarem licitações, pagar propinas a funcionários públicos, superfaturar ou maquiar serviços e produtos vendidos ao governo. Essas companhias também podem ter o contrato rescindido ou serem impedidas de participar de novos processos de licitação. Os processos administrativos devem ser concluídos em até 180 dias. Além disso, a Justiça poderá determinar o fechamento de empresas envolvidas em casos de corrupção mais graves. Pelo projeto, as companhias também podem ser obrigadas a ressarcir os prejuízos causados aos cofres públicos. Confira, abaixo, a entrevista com o ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), um dos idealizadores da proposta.Carta Capital
Entrevista com Pena Branca: O mano mais véio10/02/2010Entrevista com Pena Branca: O mano mais véioA expressão "mano véio" tem sido usada como um pronome de tratamento por toda uma geração recente de violeiros. Especialmente aqueles que, a partir do início da década de 80, mantiveram um pé na chamada Música Popular Brasileira e uma viola debaixo do braço: Renato Teixeira, Almir Sater, Vital Farias, entre outros. Pois Pena Branca é o mais véio dos manos. Foi em dupla com o irmão Xavantinho que gravou, em 1981, Cio da Terra, de Chico Buarque e Milton Nascimento, a primeira de muitas canções de compositores da MPB que registraram nas décadas seguintes. Enfim, eles conseguiram "acaipirar" a MPB.Agora preparando novo disco, o mano véio recebeu a reportagem da Revista do Brasil em sua casa paulistana, no bairro do Jaçanã - a outra casa, que é a oficial, fica em Uberlândia (MG), que "considera" sua cidade natal. E contou um pouco da sua história, que é também a síntese da história da música caipira, em suas nuances e transformações. Revelou ainda as novidades do próximo disco: uma toada, um chamamé e a regravação da já clássica Cuitelinho (A sua saudade corta como aço de navaia/ O coração fica aflito, bate uma outra faia...), tema de domínio público recolhido por Paulo Vanzolini, que enviou ao violeiro novos versos para serem acrescentados à versão original.Walter de Sousa - Rede Brasil Atual
Dilma apoiará empresa nacional, diz Dutra09/02/2010Dilma apoiará empresa nacional, diz DutraEx-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra dá o tom ao partido que comandará a partir do dia 19: "Não cabe esse conceito de esquerda ou direita no governo Lula". Do fortalecimento da presença do Estado na economia não se deve concluir que um eventual governo Dilma Rousseff será mais à esquerda do que o atual. "É uma mera decorrência da evolução da economia mundial", diz Dutra. O programa de governo de Dilma, afirma, não será estatizante: "Só pretendemos fortalecer os instrumentos estatais que já existem". E a política de estímulo à formação de corporações nacionais vai continuar. "É uma coisa inexorável do capitalismo". Em entrevista ao Valor, Dutra lança o desafio ao PSDB: "Se os tucanos vão mudar, deviam dizer o que vão botar no lugar. Nós vamos manter".Valor Econômico - 09/02/2010
Aziz Ab Saber: Agora não adianta o governador culpar a chuva03/02/2010Aziz Ab Saber: Agora não adianta o governador culpar a chuvaChove há 42 dias seguidos na cidade de São Paulo. Sobe para 70 o número de mortes causadas pelas chuvas no Estado, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil nesta terça-feira, 2. Os temporais tiraram de casa mais de 26 mil pessoas. O geógrafo Aziz Ab'Saber atribui à natureza sua parcela de culpa nas tragédias, mas não esquece a responsabilidade dos governantes, Carolina Oms - Terra Magazine
'Foi justo o veto. O prejuízo seria de bilhões de investimentos', Cândido Vacarezza28/01/2010'Foi justo o veto. O prejuízo seria de bilhões de investimentos', Cândido VacarezzaHoras antes de ser escolhido novo líder do governo, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) defendeu o veto do presidente Lula ao pedido de exclusão do Orçamento de obras da Petrobrás que foram impugnadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). "Foi justo o veto, já que se trata de quatro obras que, caso não fossem adiante, o prejuízo seria de bilhões de investimentos", argumentou em entrevista ao Estado, dizendo esperar que a oposição "entenda". Dez quilos mais magro - pouco dias depois de fazer uma cirurgia para redução de estômago -, Vaccarezza elogiou a pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, e avaliou que na eleição ela não dependerá apenas da transferência de votos de Lula. "A Dilma tem capacidade de aprofundar os acertos do nosso governo", disse. Ana Paula Scinocca - O Estado de S. Paulo
Entrevista com Nabil Bonduki: “Serra e Kassab paralisaram tudo”28/01/2010Entrevista com Nabil Bonduki: “Serra e Kassab paralisaram tudo”Pressionada por 36 dias de temporais, por críticas de inoperância e inconsistência nas informações prestadas até agora e, ainda, por toneladas de terra que ameaçam cair sobre moradores, a Prefeitura de São Paulo divulgou ontem uma nota afirmando que "estão assegurados os recursos necessários para intervenções em áreas de risco, além de obras e manutenção do sistema de drenagem, cuja previsão orçamentária para este ano é de aproximadamente R$ 1 bilhão". A nota diz ainda que 6.000 famílias foram transferidas de áreas de risco da cidade desde 2005. Mas não esclarece quantas famílias ainda enfrentam essas condições e nem onde estão. Segundo o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, a Prefeitura não informa porque não sabe. O último levantamento, diz Nabil, foi feito em 2002 pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e atualizado em 2003/2004. E são estes dados de, pelo menos, meia década atrás, que subsidiam os projetos do Governo Kassab. Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP desde 1986, Nabil Bonduki acumula longa experiência no enfrentamento dos problemas provocados pela ocupação desordenada de São Paulo. E, em entrevista que concedeu ontem a Brasília Confidencial, acusou os governos Serra e Kassab de paralisarem a política de habitação e de desmontarem a estrutura necessária à administração de São Paulo para, afinal, evitar tragédias decorrentes da ocupação de áreas de risco.Brasília Confidencial
Pochmann: 2010 pode ser o melhor ano da década14/12/2009Pochmann: 2010 pode ser o melhor ano da décadaA economia brasileira cresceu 1,3% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), isto mostra "a continuidade da expansão do emprego e do rendimento do trabalho". "Os salários continuam crescendo", acrescenta. - Mantido assim, nós deveremos esperar que 2010 seja o melhor ano da década. Marcela Rocha - Terra Magazine
Ab'Saber: COP-15 é farsa; Amazônia crescerá com aquecimento14/12/2009Ab'Saber: COP-15 é farsa; Amazônia crescerá com aquecimentoAtento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a Cúpula do Clima (COP-15) em Copenhague, Dinamarca, o geógrafo Aziz Ab'Sáber, 85, considerado referência no assunto, ratifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que as medidas apresentadas na conferência possam impedir esse processo.Carolina Oms - Terra Magazine