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Quarta-feira, 10 de março de 2010

É feia a crise no PSDB

Serra continua sem vice e não está fácil achar um que queira.

Difícil vocês dimensionarem a extensão da crise no PSDB e na oposição porque a mídia, simpática a ambos, esconde ou minimiza o fato no noticiário a respeito. Mas, enquanto a candidatura Dilma Rousseff à presidência da República pelo PT, governo e partidos aliados se fortalece (também o PR fechou com ela) o palanque do candidato da oposição, governador paulista José Serra (PSDB-DEM-PPS) está se esfacelando.

Serra continua sem vice e não está fácil achar um que queira. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) mantém-se irredutível em sua decisão de não aceitar o posto, e agora é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que também o recusa. Jereissati anunciou que não está à disposição do partido para compor a chapa.

O PSDB nacional hoje é isso. Não tem comando e nem direção. Serra liquidou com o partido. Impôs-se como chefe, mas não lidera. Além da falta de programa, metas, discurso e rumo, o sinal mais evidente dessa crise foi o fracasso da reunião do PSDB-SP marcada para essa 2ª feira na capital paulista para discutir as estratégias do partido para as eleições presidencial e estadual.

Companheira de palanque, por enquanto, só Yeda Crusius

Das 47 coordenadorias regionais do partido no Estado com direito à participação no encontro, apenas sete compareceram. O presidente regional tucano, deputado Mendes Thame (SP), ainda tentou disfarçar dizendo que serão organizadas reuniões regionais e que o esvaziamento do encontro de ontem ocorreu porque o diretório estadual ainda procura uma nova sede para alugar na capital e para servir de comitê central da campanha.

Viu-se obrigado, no entanto, a admitir que a militância estadual tucana está ansiosa pela oficialização da candidatura Serra. "[Mas] ele fez uma opção (de esperar) sabendo que isso tem um custo (desvantagem nas pesquisas", disse Thame. Acostumado a vencer eleições com apoio da mídia - o que não funciona mais, como já não funcionou em 2002 e 2006 - e da máquina do governo, o PSDB paulista hoje é uma legenda em completa desmobilização. Virou um partido de holerite e de cargos no governo estadual.

Assim, resta a Serra iniciar a campanha por Minas, onde foi recebido aos gritos de "Aécio presidente"; e pelo Rio Grande do Sul, onde teve a companhia no palanque de sua companheira tucana, Yeda Crusius, a governadora campeã de envolvimento em denúncias de corrupção dentre os 27 governadores no país, agora candidata à reeleição.

Blog do Zé Dirceu
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