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| Hamilton integra a CPI do Sistema Ferroviário da Assembleia |
O sucateamento do sistema ferroviário no Estado, que é alvo de investigação por parte de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a expectativa de transformar o Hemonúcleo de Sorocaba em referência na coleta de amostras de sangue de potenciais doadores de medula óssea e o reconhecimento de Sorocaba como região metropolitana foram alguns projetos e iniciativas do deputado estadual Hamilton Pereira (PT) citados por ele na manhã de ontem. Ele visitou o presidente da diretoria executiva da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Laelso Rodrigues. Hamilton é pré-candidato à reeleição este ano.
As investigações da Polícia Federal - denominada Operação Fora dos Trilhos - resultaram em documentos que comprovam a venda indiscriminada de materiais do sistema, por parte da concessionária América Latina Logística (ALL), afirmou ele. "Um crime contra o patrimônio ferroviário", destacou o deputado Hamilton, que integra a CPI do Sistema Ferroviário da Assembleia Legislativa.
A CPI foi implantada em setembro passado e seus trabalhos seriam concluídos neste mês de março, mas é estudada sua prorrogação. Existem requerimentos não atendidos e o presidente da ALL conseguiu liminar para não ser ouvido.
Hamilton falou do Programa Permanente de Transplante de Medula Óssea (Promedula), que foi vetado pelo governador José Serra. "Esse programa poderia salvar muitas vidas", observou.
Por outro lado, o deputado comemora a implantação de um centro de coleta de amostras de sangue de potenciais doadores de medula óssea, no Hemonúcleo de Sorocaba, que funciona desde agosto do ano passado, com o voluntariado da organização não-governamental "Asa Morena". O Brasil tem comprado medulas em bancos de outros países devido à dificuldade em encontrar medulas ósseas compatíveis.
Hamilton Pereira esclareceu que, no Estado, essa situação é mais complicada. "São Paulo é a síntese dessa miscigenação", justificou. O parlamentar informou que a coleta de amostras é feita no Hemonúcleo, enquanto os exames de compatibilidade são processados no Hospital Universitário da Unicamp. "Queremos transformar o Hemonúcleo em referência".