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Quarta-feira, 17 de março de 2010

PT acusa Serra de cortar investimentos em plena crise econômica

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) cortou R$ 2,77 bilhões nos recursos que seriam investidos nas estatais paulistas e também na administração direta e indireta no ano passado. As informações são da Assessoria Financeira da Liderança do PT na Assembleia Legislativa, obtidas através da análise do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo).

Os recursos retidos por Serra poderiam servir para amenizar os efeitos da crise financeira internacional na economia paulista, que só não foram mais graves pelas medidas adotadas em nível federal pelo governo do presidente Lula, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre produtos da linha branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos), automóveis, além de abertura de linhas de crédito para as empresas.

Segundo dados da bancada do PT, Serra havia prometido aplicar R$ 20,5 bilhões nas medidas de combate à crise, mas efetivamente só aplicou R$ 17, 8 milhões.

As empresas que mais sofreram com os cortes realizados por Serra foram a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), que perdeu R$ 411 milhões (- 35%) do investimento inicialmente previsto, a Companhia de Saneamento Básico de Estado de São Paulo (Sabesp), cujos cortes foram de R$ 464 milhões (-21,8%) e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), onde o governador paulista, pré-candidato à presidência da República retirou R$ 1,62 bilhão (-45%) dos investimentos.

Pela planilha do PT, o Governo Serra deixou de investir R$ 1,29 bilhão nas empresas estatais e R$ 1,47 bilhão na administração direta e indireta, afetando salários e benefícios de professores, médicos, metroviários e o funcionalismo público em geral.

Brasília Confidencial