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| 28/10/2010Genéricos e outros mistérios, por Rogério Cézar de Cerqueira LeiteComo consequência da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.Rogério Cézar de Cerqueira Leitefísico e professor emérito da Unicamp |
| 28/10/2010A morte do pai da Argentina moderna, por Luis NassifMorto ontem, Néstor Kirchner deixa um legado importante para a Argentina. A economia argentina foi destroçada no período Carlos Menen-Domingo Cavallo. A paridade com o dólar destruiu a competitividade dos produtos argentinos, criando rombos nas contas externas e desindustrialização e praticamente dizimando a classe média.Luis NassifJornalista |
| 18/10/2010Quem é Paulo Preto, por Cynara MenezesNa noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: "Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha". Serra nada disse - ou "tergiversou", como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo -, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?Cynara Menezes - Carta Capitaljornalista |
18/10/2010Frei Betto: Dilma e a fé cristãConheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de "marxista ateia".
Frei Bettoescritor |
| 18/10/2010Brasil, Ódio ou Esperança, por Aloizio MercadanteA candidatura Serra assumiu de vez e irreversivelmente a feição de uma direita anacrônica, reacionária e intolerante. Cada vez mais, atrai o que há de pior na política nacional: fundamentalistas religiosos, membros da TFP e da Opus Dei e até mesmo nos ataques do submundo da internet indivíduos que pertenceram à juventude nazista e aos órgãos de repressão da ditadura. Virou uma espécie de Tea Party tupiniquim, uma UDN paulista, que julga ser sua missão salvar o país daqueles que vêm mudando a injusta ordem política e social do Brasil. É uma candidatura que exala o ressentimento de uma velha elite que vê alarmada a ascensão de novas forças sociais, que perdeu o poder e tenta reconquistá-lo a qualquer custo. A candidatura Serra é a candidatura do ódio.Aloizio MercadanteSenador |
| 18/10/2010Aposta no retrocesso, por João José de Oliveira NegrãoNo final de setembro de 2008, aqui neste espaço, escrevi, a respeito do PSDB, que "aquele sopro modernizador do início logo transmudou-se, ao chegar ao poder com FHC, na repetição dos processos de modernização conservadora tão comuns à nossa história. As veleidades social-democratas, a ideia do Estado de Bem Estar Social e as tinturas keynesianas de política econômica foram abandonadas, trocadas pela realpolitik neoliberal então em voga. Em verdade, os princípios social-democratas estão hoje em outras mãos e os tucanos são, tão somente, conservadores tradicionais. Assim, o PSDB envelheceu antes de amadurecer. Para quem tinha, segundo Sérgio Motta, um projeto de 20 anos de poder, a senilidade chegou antes".João José de Oliveira Negrãojornalista, doutor em Ciências Sociais e professor no Ceunsp |
| 14/10/2010Antônio Martins e o cenário do segundo turnoComo Serra-2010 reproduz, no Brasil, a irracionalidade e a mobilização de ressentimentos que caracteriza o Tea Party, nos EUA. Por que a guinada de Dilma no debate da Band era indispensável para a busca da vitória. Quais as perspectivas para as eleições, agoraAntônio MartinsJornalista |
| 06/10/2010As eleições em Sorocaba, por Paulo Henrique SoranzQue eleições foram essas? E em Sorocaba, quem faria a previsão de resultados tão apertados? Em rápida leitura temos como principais resultados - Presidente: Serra venceu na cidade, mas por margem pequena. Quem tirou a vitória de Dilma por aqui foi Marina que atingiu expressiva votação.Paulo Henrique Soranzmembro da Executiva estadual do PT |
| 06/10/2010Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e DilmaHá dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff.Leonardo Boffteólogo |
| 26/07/2010Importância do vice, por João José de Oliveira NegrãoA nossa recente (pouco mais de 20 anos) retomada democrática já deu exemplos de sobra a respeito da importância dos candidatos a vice. Tivemos a assunção de Itamar Franco com o impeachment de Collor, a subida ao governo do estado de Alckmin com a morte de Covas e a de Kassab com a saída de Serra da prefeitura de São Paulo para disputar o governo do estado. Outros estados e cidades do país viveram experiências semelhantes.João José de Oliveira Negrãojornalista, doutor em Ciências Sociais e professor no Ceunsp |
21/07/2010Uma lei que iguala o país, por Eloi Ferreira de AraújoO Estatuto da Igualdade Racial é um instrumento que oferece uma contribuição substantiva para a consolidação do Estado democrático de Direito.
Tendo como pano de fundo a Constituição da República, se estabelecem, pela nova lei, as possibilidades legais para a superação do racismo, num país em que 50,6% da população é de origem negra Eloi Ferreira de Araújoé ministro-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência |
16/07/2010Reciclagem e geração de renda, por Izidio de Brito CorreiaÉ triste ver o governo de Sorocaba reduzir um tema tão importante quanto a coleta seletiva a uma mera disputa de poder, sobre quem "manda mais" na cidade: o Executivo ou o Legislativo.
A administração do prefeito Vitor Lippi deixa de implantar uma política municipal de coleta apenas pela satisfação de não reconhecer o mérito de duas iniciativas: um Projeto de Lei elaborado por um vereador da oposição e o trabalho pioneiro desenvolvido pela Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso). Izidio de Brito CorreiaVereador pelo PT em Sorocaba |
| 12/07/2010Serra e controle da imprensa, por João José de Oliveira NegrãoFrequentemente, o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de querer controlar a imprensa. As entidades que agregam as grandes empresas do setor, como a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), Abert (Associação Nacional das Emissoras de Rádio e Televisão) e a ANER (Associação Nacional dos Editores de Revistas) - as mesmas que apoiam a desregulamentação da profissão de jornalista - vivem a alardear as "ameaças" à liberdade de expressão, principalmente depois da realização da I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), que debateu temas como pluralidade e participação social nas concessões de canais de rádio e TV.João José de Oliveira Negrãojornalista, doutor em Ciências Sociais e professor no Ceunsp |
| 05/07/2010"Por que apoiamos Dilma?, Por Mino Carta, em Carta CapitalResposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor. Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.Por Mino Cartaem Carta Capital |
| 02/07/2010A natureza política do caos na campanha de SerraOs problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, e da comparação com o que foi feito no governo FHC, Serra ficou sem espaço. A necessidade de esconder a agenda do PSDB e de inventar um discurso é uma das causas políticas reais das incríveis confusões da candidatura tucana.Carta MaiorEditorial |
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