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Quinta-feira, 05 de julho de 2001

Projeto Horizonte

PROJETO DE LEI Nº 956/99, DE 1.999


Institui o Programa "PROJETO HORIZONTE" de Produção de Materiais de Construção e de Habitação para a População de Baixa Renda e para Familiares de Presos, Vinculado à Profissionalização, ao trabalho remunerado, ao acompanhamento da Conduta e à Possibilidade de Remição de Pena por Parte da População Carcerária do Estado de São Paulo.


A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprova:

Art. 1º - Fica o Poder Executivo, através da Secretaria de Administração Penitenciária, em parceria com as Secretarias de Habitação e do Emprego e Relações do Trabalho, autorizado a implantar o Programa "PROJETO HORIZONTE" de Produção de Materiais de Construção e de Habitação para a População de Baixa Renda e para Familiares de Presos, Vinculados à Profissionalização, ao trabalho remunerado, ao Acompanhamento da Conduta e à Possibilidade de Remição de Pena da População Carcerária.

Parágrafo único - Esta Lei aplicar-se-á aos presos em regime fechado, semi-aberto e aberto.

Art. 2º - O trabalho dos presos será realizado mediante treinamento prévio que leve em conta não só a profissionalização como a formação para a cidadania, nos moldes dos cursos de requalificação de mão-de-obra que vêm sendo oferecidos para desempregados, e sob supervisão técnica, visando capacitá-los para a reinserção na sociedade e no mercado de trabalho.

Art. 3º - A distribuição das tarefas internas e externas, nas oficinas de marcenaria, carpintaria, de produção de blocos ou outras que vierem a ser instaladas, bem como a construção das moradias propriamente ditas levarão em conta os respectivos regimes prisionais dos presos vinculados ao Programa.

Art. 4º - Serão garantidos aos presos vinculados ao Programa os benefícios da Remição de Pena e do recebimento de remuneração, previstos em lei.

Art. 5º - Uma quota das casas produzidas pelo Programa deverá ser destinada às famílias dos presos que participarem do mesmo, através de um sistema de créditos previsto em regulamento, que deverá permitir o acúmulo de pontos suficientes para quitar total ou parcialmente a obra.

Parágrafo único - O gozo deste benefício deverá estar condicionado ao bom comportamento disciplinar do preso durante todo o período de execução do Programa.

Art. 6º - O Poder Executivo regulamentará esta Lei dentro do prazo de 60 dias, contados de sua publicação.

Art. 7º - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias.

Art. 8º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.



JUSTIFICATIVA


O sistema penitenciário nacional, bem como o do Estado de São Paulo, convive, no mais das vezes, com o caos. Entre outros problemas, a superlotação e a ociosidade dos presos provocam a eclosão de múltiplas rebeliões, com conseqüências sempre negativas e às vezes trágicas, tanto para os sentenciados, quanto para seus familiares e para os servidores do sistema prisional, além dos prejuízos aos cofres públicos.
A meta da integração social do condenado parece cada vez mais distante de ser alcançada. A sociedade há muito cobra políticas inibidoras do aumento da população carcerária, como as de combate ao desemprego, bem como critica a irracionalidade do sistema penitenciário. Verifica-se verdadeiro desperdício do dinheiro público, pois presídios são construídos e recursos são gastos para manutenção do sistema, mas não se constata adoção de medidas efetivas voltadas à reintegração social do preso e à redução da reincidência.
Com essa preocupação, sentenciados da antiga Casa de Detenção "Dr. Antônio de Souza Netto", hoje Penitenciária II, do município de Sorocaba, elaboraram uma proposta denominada "Projeto Horizonte", visando apresentar alternativas exeqüíveis, voltadas à ressocialização do preso, à atenuação da discriminação da sociedade em relação ao sentenciado e aos seus familiares e ao combate à reincidência.
A idéia principal do referido projeto chegou a ser apresentada à Direção da citada Casa de Detenção em meados de 1.997, mas não teve seguimento. Obviamente, não se pretende e sabemos que descabe adoção de medidas localizadas. Destacamos, no entanto, que as sugestões trazidas a este parlamentar partem daqueles que sofrem ou sofreram com as mazelas do sistema.
Assim, embora a atribuição do trabalho e remuneração sejam direitos do preso, nos termos da Lei 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, a realidade é muito diversa dos pressupostos legais. Sabe-se que a Fundação Nacional de Amparo ao Preso - FUNAP tem como objetivo "contribuir para a recuperação social do preso e para melhoria de suas condições de vida, através da elevação do nível de sanidade física e moral, do adestramento profissional e do oferecimento de oportunidade de trabalho remunerado", de acordo com a Lei nº 1.238 de 22 de dezembro de 1976, que a instituiu. Todavia, uma parcela muita pequena da população carcerária é contemplada.
A Casa de Detenção "Dr. Antonio de Souza Netto" é um exemplo do que ocorre nas demais unidades prisionais. Com população em torno de 900 sentenciados, apenas 35% dos reeducandos conseguem exercer atividades voltadas à laborterapia, a grande maioria sem remuneração. Portanto, a grande maioria dos presos permanece ociosa e sem perspectivas, pois não tem oportunidade de remição de pena; os presos não podem efetuar pequenas despesas, como itens de higiene pessoal e não podem prover a assistência à família. Além disso, também não podem exercer ou aprender alguma atividade profissional, o que limita ou praticamente elimina possibilidade de reinserção social desse contingente. Enfim, o próprio sistema impede que essa população possa usufruir os benefícios previstos em lei, já que, para fazer jus aos mesmos, os presos devem trabalhar.
Verifica-se, além disso, não somente na unidade citada, mas também nos demais estabelecimentos prisionais do Estado, que no mais das vezes as atividades laborativas exercidas não preparam o reeducando pois são atividades que não serão aproveitadas quando o mesmo for posto em liberdade, como colocar tampinhas em frascos plásticos ou costurar bolas. Dessa forma, as metas estabelecidas de "proporcionar a formação profissional do preso, em atividades de desempenho viável, após a sua liberação" e "concorrer para a laborterapia", "mediante a seleção vocacional e o aperfeiçoamento profissional do preso", a teor dos incisos III e IV da Lei nº 1.238, de 22.12.76, acima citadas, também não são atingidas.
Destaque-se, além disso, a inexistência da finalidade social do trabalho acima citado. Dessa forma, o presente Projeto de Lei procura apontar alternativas, para que efetivamente seja oferecido trabalho ao preso e para que a população carcerária produza, reduzindo-se ou eliminando-se as rebeliões. Contém também a preocupação com o desenvolvimento de atividade laborterápica e profissionalizante e assegura, de fato, a reintegração social do reeducando. Por sua vez, o trabalho remunerado pode proporcionar indenização às vítimas ou sucessores, indenização ao Estado, quando possível, e assistência à família do sentenciado.
Por outro lado, com instalações e equipamentos dentro dos presídios, seria possível desenvolver todo projeto voltado à construção de casas populares, tão necessárias ao conjunto da população de baixa renda. Assim, a instalação de fábrica de blocos propiciaria o aproveitamento da mão-de-obra carcerária, remunerada na forma da Lei, na produção de blocos para as edificações mencionadas. A instalação de oficina de serralheria e de marcenaria permitiria a fabricação de portas, janelas, batentes, portões, enfim, de itens necessários à construção civil. A existência dessas oficinas permitiria que aulas profissionalizantes fossem ministradas, facilitando a reinserção social do reeducando, além de permitir a remissão da pena.
Ressalta-se, além disso, a redução dos custos para os cofres públicos na realização de programas habitacionais praticamente em todo o Estado, podendo alguns ser realizados em parcerias com as prefeituras, através do CDHU. O Poder Público destinaria bem seus recursos, gastando menos, pois, ao certo, os valores cobrados pela iniciativa privada seriam mais elevados. Com o aproveitamento da mão-de-obra carcerária, haveria eficaz ressocialização do preso e minimização dos problemas do sistema prisional.
Destaque-se, outrossim, que a propositura em tela preenche os requisitos de constitucionalidade e legalidade, vez que há competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal para legislar sobre direito penitenciário, de acordo com o previsto no inciso I, artigo 24, da Constituição Federal e vem também de encontro com o recém editado Decreto nº 44.398, de 11/11/1999, emanado do Poder Executivo Estadual.
Pelo exposto e pelos objetivos do presente Projeto de Lei, contamos com a aprovação do mesmo, pelos Sr. Deputados, convidando-os a continuar a leitura dessa justificativa através do texto que se segue, escrito por um ex-presidiário da Casa de Detenção de Sorocaba, que nos oferece uma grande oportunidade de conhecer, entre outros pontos, como o "desemprego" atinge e aflige também a população carcerária em nosso estado.
Uma Empresa chamada Casa de Detenção de Sorocaba
Contribuição de um ex-presidiário (1.998)



Cap. 1
A CHEGADA

"Finalmente chegou o grande dia. Após imenso sofrimento na Cadeia Pública de Sorocaba, e depois de muita luta para conseguir a transferência, "cantou o meu bonde" (gíria) e fui para uma unidade do sistema penitenciário local, a Casa de Detenção de Sorocaba, mais popularmente conhecida como "Aparecidinha". Na chegada, pude perceber que tudo era diferente. A postura dos funcionários era muito mais agressiva. Logo de início fui advertido que ali não era a "comarca" (Cadeia Pública) e que os "canos de ferro" estavam prontos para entrar em ação e que, a partir daquele momento, deveria me dirigir aos funcionários dizendo apenas "não senhor" e "sim senhor". Um outro sentenciado que chegou no mesmo "bonde", começou a sofrer agressões físicas simplesmente pelo fato de já ter passado por lá alguns anos atrás e por ter abandonado o sistema prisional semi-aberto.
Fiquei um pouco assustado mas controlei os nervos e entramos para o setor de inclusão. Fui informado que minhas roupas seriam guardadas naquele local, pois na Detenção somente era permitido utilizar calças nas cores bege ou marrom e camisas brancas, sem estampas, além de não ser permitido o uso de camisas com botões. Calças jeans ou na cor azul somente seriam utilizadas por funcionários, servindo como uma espécie de uniforme para os mesmos. Tomaram a única nota de R$ 10,00 que eu tinha, alegando que o mesmo seria depositado em meu "pecúlio" (uma espécie de banco, onde fica depositado o dinheiro de todos os sentenciados) para que um dos meus familiares pudesse retirar, coisa que nunca ocorreu pois o dinheiro "sumiu".
Depois da revista, tiraram meu relógio, guardaram meu aparelho "Walkman"(não é permitido toca-fitas) e me deram uma única bermuda e uma camiseta, já que "a casa" estava sem uniformes para fornecer para os sentenciados. Então, acompanhado por dois agentes penitenciários, adentrei de vez no estabelecimento penal, que contava com um imenso corredor chamado "radial" que circundava o pátio, com uma enorme quadra de esportes, onde haviam dois pavilhões, sendo o de número 1 destinado às celas de números ímpares e o de número 2 às celas de números pares, cada qual contando com 42 celas.
Passavam das 20 horas quando me levaram até a cela de nº 11. Era uma área com aproximadamente 30m2 onde moravam dez reeducandos; oito em camas feitas de cimento, um outro numa cama improvisada de madeira, no banheiro (madeira esta conseguida através do desmanche de caixotes) e o último dormia em um colchonete jogado pelo chão (tinha que armar o leito ao dormir e desarmar quando acordava, para sobrar mais espaço para andar na cela). Logo que adentrei, conheci um dos alojados, pois o mesmo morou por um determinado tempo no mesmo bairro que eu morava, aqui em Sorocaba.
Fiquei mais tranqüilo com a sua presença e me apresentei aos demais "irmãos de sofrimento" (gíria), sendo convidado por eles para jantar, já que havia um resto de "bóia" nas panelas. Fui então até o fogão elétrico (feito pelos sentenciados, de argila e resistência elétrica de fogão, sendo esta conseguida de forma ilegal) apelidado de dragão e coloquei uma panela improvisada com lata de manteiga (das grandes, cortada pelo meio) e esquentei o arroz, o feijão e um pedaço de bife de fígado de boi. Logo em seguida chegou a água, quando fui avisado que a mesma duraria apenas 15 minutos (isto acontece até os dias de hoje). Rapidamente, tomei um banho enquanto um dos companheiros lavava a "louça" (pratos, talheres e canecas de plástico) e limpava o denominado "salão" (quarto, cozinha e sala num único cômodo) e o banheiro (uma área de aproximadamente 5 X 1,5 m, sem porta, apenas com cortinas).
Fui informado também que existia uma escala de pessoas para realizar a faxina (lavar e desinfetar o salão e o banheiro três vezes ao dia), encher cerca de cinco baldes de água (comprados pelos sentenciados e guardados ali mesmo no banheiro, sempre cheios, devido à falta de água), lavar a "louça", além de pegar café, almoço e janta para todos (pelo compartimento de entrada da porta). Também fui avisado que seria o de número 11 na lista. Importante realçar que todo o material de limpeza e higiene era conseguido pelos sentenciados, através de compras ou trazidos pelos seus familiares. No sábado, data que antecedia às visitas, era realizada uma faxina geral por todos. Como eu não tinha colchão, emprestaram-me alguns cobertores (manta) e fiz o meu leito. Depois da faxina feita, começamos a bater um papo para quebrar o gelo, onde pude conhecer um pouco dos meus novos companheiros. Vale relatar o perfil de cada um, mas citarei apenas seus respectivos vulgos ou iniciais, para preservar o código de ética interno.



Cap. 2
OS MANOS

"Tiozinho", um coroa de 50 anos, trabalhava no galpão (local onde se desenvolviam atividades laborterápicas remuneradas) colocando tampinha em bico de frasco de cola. Ganhava um maço de cigarros nacional com 19 unidades em cada caixa (cerca de 4.000 tampinhas colocadas) e estudava (supletivo 1º grau). De origem nordestina (AL), é um eterno boêmio pois morou a maior parte de sua vida no bairro do Bexiga em São Paulo; trazia consigo um violão de péssima qualidade, de propriedade do Posto Cultural (O Posto Cultural possuía 02 violões, bastante velhos e fazia os mesmos circularem entre aqueles que praticavam) onde tocava serestas, boleros e chorinhos, além de algumas músicas regionais antigas. O instrumento musical era guardado dependurado na parede, perto da TV em cores Phillips, de 14 polegadas. Apesar das adversidades, vivia sorrindo. Condenado a mais de 35 anos de prisão, pela prática de diversos assaltos e um homicídio, cumpria 21 anos no total. Fugitivo por três vezes do sistema prisional semi-aberto, havia sido recapturado pela última vez há dois anos. Apesar de ser solteiro, recebia com freqüência a visita de uma mulher bem mais nova do que ele, bonita e de classe média, que conheceu através de cartas. Estava feliz da vida.

"Ba", era casado e pai de dois filhos, era uma pessoa minuciosa e uma espécie de chefe da faxina do "barraco"; era a pessoa encarregada de ficar no pé de todos para que tudo ficasse muito bem limpo. Como "Tiozinho", de origem também Nordestina (BA), adotou a Capital como sua cidade e por lá morou muitos anos. Excelente artesão, trabalhava no setor de faxina externa, nas chamadas radiais do estabelecimento e não era remunerado. Sobrevivia de seus artesanatos. Sem muita cultura, gostava de músicas sertanejas, pagodes e de Amado Batista. Condenado a 17 anos de prisão, pela prática de diversos assaltos, até aquele momento cumpria cinco. Recebia visita da mulher e de dois filhos uma vez por mês. Também estudava (supletivo 1º grau).

"T", casado, pai de uma filha, era um velho conhecido pois além de ser sorocabano, morou bem próximo de minha residência. Conhecia toda a sua família. "T", fez alguns furtos na vida mas nunca foi assaltante e nunca empunhou uma arma. Por falha da Justiça, foi condenado a 28 anos de prisão, num latrocínio de grande repercussão local, dos quais tinha cumprido dois anos. Trabalhava no "galpão", na confecção de pastas, onde ganhava um maço de cigarros nacional por caixa. Além do trabalho, praticava capoeira e estudava (supletivo 1º grau).

"R", era da cidade de Campinas, casado e pai de uma filha. Condenado há 11 anos de prisão, pela prática de roubos, tinha cumprido três anos. Pessoa calma, não se envolvia em confusão e aguardava com ansiedade sua progressão para o regime semi-aberto. Trabalhava no galpão colocando tampinha em frascos plásticos e estudava (supletivo 1º grau). Recebia visita de sua família uma vez a cada quinzena.

"Professor", era de Presidente Prudente, de família tradicional, mas não recebia visitas. Inteligente, calmo e muito culto, tornou-se meu grande companheiro de cela, pois conversávamos sobre música, filosofia, sociologia, política, etc. (Foi coordenador do antigo MDB, e grande simpatizante do PT, pois sua ex-mulher, professora, era do Partido). Bastante céptico, era fanático também por física nuclear. Estudou direito até o terceiro ano, quando cometeu alguns assaltos e estelionatos. Condenado há 35 anos de prisão, foi recapturado depois de fugir do regime prisional semi-aberto. Ao todo já tinha cumprido 14 anos. Não Trabalhava nessa época, pois fazia apenas uma semana que tinha chegado na C.D. de Aparecidinha. Alguns meses depois, conseguiu um emprego de monitor na escola da FUNAP - Fundação Nacional de Amparo ao Preso - onde ganhava um salário mínimo por mês. Pessoa idealista e muito solidária, vivia distribuindo gratuitamente cigarros para todos que dele precisasse. Livrou muitos da morte, pagando suas dívidas.

"I", era da Bahia, mas saiu de casa e veio tentar a sorte em Ribeirão Preto. Agricultor, trabalhava num sítio quando, perdendo o emprego, se envolveu com marginais e acabou cometendo alguns assaltos, vindo a ser condenado há nove anos. Cumprindo quatro anos de reclusão, "Choroso" , como também lhe chamavam, era analfabeto e de cultura muito baixa, esforçava-se para aprender o ensino fundamental com o "Professor", coisa que acabou conseguindo. Aprendeu capoeira no sistema penitenciário e se tornou um exímio capoeirista; além disso, tinha um grande sonho, estudar violão. Com o instrumento do "Tiozinho", começamos a praticar juntos. Foi quem me levou a treinar capoeira (no local existia uma academia formada por sentenciados, chamada "Irmãos Unidos"). Sem receber visitas, pois nunca tinha comunicado seus familiares que estava preso, acreditava que os mesmo deveriam achar que estava morto. Trabalhava no "galpão", colocando tampinhas em frascos.

"P", também de origem nordestina (PE), morou por bastante tempo na Grande São Paulo, precisamente em Guarulhos. Condenado a oito anos de prisão, por duas tentativas de homicídios, respondia a mais dois processos, por homicídio e tentativa de homicídio, tudo isso por não levar desaforo para casa e para se defender das ameaças que sofrera. Costumava brincar com ele, dizendo que o mesmo possuía um dedo muito mole e que não adiantava a justiça soltá-lo pois voltaria rapidamente, porque era muito cabeça quente e, quando tomasse umas e outras, mataria de novo. Bastante brincalhão, aceitava qualquer brincadeira numa boa. Trabalhava no "galpão" colocando tampinhas em frascos e sobrevivia daquilo, pois, muito embora casado, não recebia a visita da mulher nem dos filhos.

"L", era de Sorocaba, solteiro e sofria ataques epilépticos diariamente. Condenado a 20 anos de prisão, por homicídio e assalto, não aparentava ser uma pessoa violenta. Cumprindo quatro anos, tentava, trabalhando no setor de alfaiataria, onde ganhava por produção (o salário nunca ultrapassava a 1/3 do salário mínimo vigente na época) fazer o tempo passar mais rapidamente para que tivesse direito a algum benefício que o colocasse em liberdade, pois sonhava em viver uma vida honestamente (hipótese esta não muito cogitada pela maioria dos sentenciados, que acreditavam que o sistema e a sociedade não lhes dariam outra oportunidade, a não ser continuar na vida do crime). Recebia visita dos familiares todos os domingos.

"B", era de Sorocaba. Primário e sem antecedentes, estava condenado a 3 anos de reclusão, pela prática de tráfico de entorpecentes. Cumpria um ano de prisão. Na época, não trabalhava mas praticava capoeira; algum tempo depois, conseguiu trabalhar como faxineiro na biblioteca, mas não era remunerado.

"M", era de São Paulo. Condenado a mais de 25 anos de prisão, por diversos crimes, cumpria na época cerca de dez anos. Pessoa um tanto estranha, sofria de epilepsia, assim como "L". Por ter trabalhado por muito tempo em setores de judiciária pelo sistema, conhecia tudo sobre direito penal. Sobrevivia fazendo revisões criminais. Como era um grande desenhista, vendia folhas de papel carta com desenho, ao preço de um maço de cigarros nacional. Como sofrera um sério atentado na penitenciária de Presidente Wenceslau (tomou mais de dez facadas), vivia arrumando confusão para elevar sua moral, fato este que nos tornou grandes inimigos e ocasionou a única mudança de cela que tive, para não estragar a minha "caminhada".



Cap. 3
OS LOCAIS DE TRABALHO


Antes de me referir aos setores de trabalho, gostaria de relatar um pouco como funciona a economia interna do estabelecimento prisional, entre a população carcerária. Como é proibida a circulação de dinheiro, maços de cigarros passam a funcionar como moeda corrente.
Um maço de cigarros chamado de "simples" (ex. Marcas Derby, Hits, Free) vale um Real.
Um maço de cigarros chamado de "filtro" (ex. Marcas Hollyood, Marlboro, Free Box) vale um maço e meio do cigarro simples.
Maços de cigarros de baixa qualidade, contrabandeados do Paraguai, valem meio maço simples.
Sabonetes mais refinados como das marcas Dove ou Nivea, valem um maço simples cada.
Três "peças" (sabonete popular, sabão em pedra, uma porção de sabão em pó, creme dental, rolo de papel higiênico, prestobarba) valem um maço simples.
Para melhor entender, uma caixa de bombom é vendida por seis maços simples, ou quatro maços de filtro ou dezoito peças. Compra-se também três paçoquinhas com um maço simples ou com três peças.
Dentro do estabelecimento penal tudo é comercializado; desde roupas usadas ou novas, aparelhos eletrônicos (rádio, TV) e material de higiene, até alimentação não perecível, adquirida através das compras quinzenais, solicitadas ao setor pecúlio, ou simplesmente trazidas por familiares.
Bom, agora vamos falar um pouco dos setores de trabalho.

Setor cozinha
É o coração do estabelecimento prisional. Funciona em dois turnos. Encarregado, sub-encarregado, cozinheiro, açougueiros, ajudantes e boieiros (pessoas que distribuem alimentação nos pavilhões), todos sentenciados. O cardápio diário era elaborado pelo encarregado do setor, que lutava com muita dificuldade para conseguir material suficiente e diversificado.
Era distribuído, por cela, no café da manhã: café (quatro litros), pão (um para cada preso), manteiga, semana sim, semana não, e leite (dois saquinhos por cela), três vezes por semana.
No almoço e jantar: Arroz, feijão e um tipo de mistura (o mais comum era o "picadão", ou seja, carne com batata ou o "boi ralado", carne moída com batata); raramente um tipo de verdura e marmelada. Nos domingos (dia de visita) o cardápio era, religiosamente, macarronada, frango frito e suco de groselha (quantidade suficiente apenas para os presos).
Setor inteiramente composto por sentenciados reeducandos não remunerados, apenas ganhando remição de pena (cada três dias trabalhados, um a menos para cumprimento da pena).
Trabalhavam no setor aproximadamente 40 reeducandos.

Setor faxina
Setor responsável pela limpeza diária dos dois pavilhões existentes (galerias inferiores, superiores e radiais) por quatro vezes ao dia, além da limpeza semanal do pátio. Também inteiramente composto por sentenciados reeducandos, não remunerados, ficando apenas com a remição de pena. Funciona em dois turnos, com encarregados e ajudantes.
Neste setor trabalhavam aproximadamente 30 reeducandos.

Setor copinha
Embora os funcionários recebam ticket refeição do Estado, existe um setor de cozinha e refeitório exclusivamente destinado a eles. Funciona em dois turnos, com encarregados e ajudantes (todos reeducandos) subordinados a um funcionário do estabelecimento penal. Neste local é servido, nos cafés da manhã e da tarde: café, chocolate, pão, manteiga, queijo, goiabada e bolo; tudo à vontade. No almoço e jantar: Bem diferente do setor cozinha, é uma espécie de restaurante self-service (arroz e feijão com macarronada ou polenta, ou lasanha, com dois ou três tipos de mistura e dois a três tipos de saladas, além de pão, suco e sobremesa). Como o setor cozinha, também inteiramente composto por sentenciados reeducandos, apenas ganhando remição de pena.
Aproximadamente 8 reeducandos trabalhavam neste setor.

Setor lavanderia
Setor responsável pela lavagem semanal de uniformes e roupas em geral. Grande parte da população não utilizava este serviço, pois alegavam que os uniformes da cozinha e de outros setores ficavam muito sujos e misturados com as roupas comuns, deixava-as encardidas. Mesmo assim, o setor vivia lotado de serviço, onde eram lavadas, secadas e passadas as roupas. Vivia com máquinas quebradas e faltavam materiais, exemplo do sabão em pó.
Contava com encarregado (responsável pelo setor), sub-encarregado e ajudantes, subordinados à diretoria de produção. Funcionava apenas em um turno. Como os demais setores citados, os reeducandos não eram remunerados, ficando apenas com a remição de pena.
Também inteiramente composto por sentenciados, com aproximadamente 10 reeducandos.

Setor de barbearia
Com uma sala no pavilhão "2", ao lado da judiciária II, era o setor responsável pelo corte de cabelo da população carcerária. Possuía cadeira comum, espelho, tesoura e outros materiais necessários. A máquina de cortar cabelo pertencia ao setor mas foi adquirida através de doação por parte de um dos sentenciados. Trabalhavam no setor apenas 2 reeducandos, ganhando apenas remição de pena, e que eram recompensados às vezes com alguns maços de cigarros, por aqueles que tinham maiores condições financeiras.
Devido ao grande número de pessoas que cortavam no setor, outros sentenciados, que tinham prática no corte de cabelo, cortavam no pátio, cobrando 2 maços de cigarros pelo corte.

Setor de manutenção
Setor responsável por todo e qualquer tipo de manutenção no estabelecimento prisional, além da muralha, tais como consertos de máquinas, encanamentos, esgotos, serviços de pedreiros e outros. Subordinado à diretoria de produção, contava com um encarregado e diversos ajudantes não remunerados, ganhando apenas remição de pena. Trabalhavam no setor aproximadamente 5 reeducandos.
Setor galpão
Setor ligado à diretoria de produção, onde os sentenciados prestam serviços para empresas privadas tais como montagem de pastas plásticas e colocação de tampinhas em frascos plásticos.
Contava com um encarregado (responsável por ensinar os novos no setor), sub-encarrregado e pessoal da produção. Ganhavam por produtividade, entre 40 maços de cigarros por mês ou o mesmo valor em dinheiro, depositado no pecúlio pela diretoria de produção, mais remição de pena; importante dizer que não era toda semana que havia material para ser produzido. Os representantes das empresas raramente apareciam no setor, ficando o acerto de contas, com os sentenciados reeducandos, na responsabilidade do encarregado do setor. Este local também era utilizado para prática de capoeira (das 16 às 18 horas) pela academia "Irmãos Unidos", formada pelos sentenciados graduados neste esporte, que contava com cerca de setenta praticantes.
Composto por um funcionário (auxiliava o encarregado do setor) e os demais, todos sentenciados. Trabalhavam no setor aproximadamente 60 reeducandos.

Setor patronato de bolas
Setor ligado à diretoria de produção, onde os sentenciados prestam serviço de costura de bola, inteiramente manufaturado, para terceiros.
Contava com encarregado, sub-encarregado e pessoal da produção. Ganhavam 1 maço de cigarros ou 1 real, depositado no pecúlio, por bola costurada, mais remição de pena. Uma pessoa com bastante prática costurava uma média de duas a três bolas por dia. Vale dizer que não era toda semana que havia material para ser produzido, pois as empresas (Penalty, entre outras) não entregavam matéria prima (couro e linha). Importante também relatar que era o único setor que conseguia chegar até a área de seguro (local onde ficavam os presos jurados de morte pela população carcerária) e oferecer trabalho, portanto, responsável por pequena quantidade de remição de pena destinada para aquele local. Aproximadamente 70 reeducandos trabalhavam no setor.

Setor alfaiataria
Funcionou durante um determinado tempo, mas foi extinto no início de 1.998, devido à quebra no setor têxtil. Enquanto funcionou, empregava não mais que 30 sentenciados reeducandos, no trabalho de acabamento para as confecções têxteis locais. Trabalho remunerado por produtividade, pagavam, em média, R$ 50,00 a cada um por mês.



Setor cadeiras de rodas da FUNAP
Um dos poucos a ser controlado por funcionários, é composto por sentenciados reeducandos na produção de cadeiras de rodas (serviços de solda, serralheria e montagem), registrados pela FUNAP, com um pecúlio de um salário mínimo mensal. Por ser o maior salário do estabelecimento, também é o trabalho mais concorrido, sendo aprovado por concurso interno, contando com aproximadamente 30 reeducandos.

Setor de Igreja
Setor responsável pelo agendamento de cultos religiosos de diversas igrejas (quinta-feira e sábado) entre elas a Igreja Católica, Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Batista e a Igreja Primitiva dos Dez Mandamentos.
Contava com um coordenador e 8 faxineiros (sentenciados). Neste local se apresentavam, também semanalmente, um Coral Ecumênico mantido pelo Posto Cultural formado por cerca de 30 pessoas, onde desenvolviam técnicas de canto, sob a regência de um professor de música e violão, além de minha ajuda. Nesta ocasião, fiz algumas composições de músicas gospel, que ficaram famosas entre a população carcerária e as Igrejas, sendo apresentadas todos os sábados, juntas com outras músicas e hinos.

Setor de artesanato
Setor formado por sugestão do Posto Cultural, registrava cerca de 20 sentenciados artesões, como forma de ampliar a oferta de trabalho, visando o benefício da remição de penas.

Setor Posto Cultural
Setor responsável pelas atividades culturais do estabelecimento prisional, tendo como espaço físico duas salas originalmente projetadas para aulas, no setor de escola, sendo uma destinada à biblioteca e a outra para atividades do Posto Cultural, além de possuir máquina de escrever e material de escritório em geral. Era responsável também pela organização das festas, tais como do dia das mães e dos pais, dia das crianças, natal e outras de caráter religioso, fazendo a decoração do estabelecimento, contatando grupos musicais e enviando ofícios às empresas privadas solicitando doações; além de promover concursos de artesanato, desenho, cartazes, poesias, música e campeonatos de xadrez, dominó e dama. No caso dos concursos, o corpo de jurados era formado pelos técnicos da C.T.C. (psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais), professores do ensino de 1º grau, pela coordenadora de educação e pela responsável pelo serviço de valorização humana. O Posto também contava com aulas de música e inglês, tudo através de uma programação anual, feita a cada inicio de ano. Foi este setor que organizou a construção de um palco fixo de cimento no pátio, pois os responsáveis pelo setor ficaram cansados de tanta dificuldade em conseguir um do tipo móvel, que tinha que ser solicitado, via direção, para a Prefeitura Municipal de Sorocaba. O Posto Cultural também produziu, por um determinado tempo, um jornal mensal, cujo título era "Tempos", onde, além de informar as atividades do Pos

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O Deputado Hamilton Pereira é sem dúvida um dos legisladores mais corretos e atuantes na ALESP. Tenho muito orgulho do deputado por ser uma pessoa sária, transparente e de uma honestidade invejável. Continue assim companheiro, um grande abraço!Joildes Ferreira da Silva | São Paulo
Companheiro Hamilton. Parabéns pela sua atuação.
Quero reiterar meu pedido a você sobre a documentação da CPI da Ferrovia. Acredito que está na hora da nossa região rediscutir o passado, presente e futuro desse seguimento tão importante como instrumento de ajudar a resolver os problemas de Transportes e Trânsito.
Abraço.
Jorge Luiz | Itapetininga
Parabéns pela atitude de brigar pelo trem de passageiros para Sorocaba. A ferrovia deve ser priorizada e só assim acabaremos com os diversos problemas de congestionamentos das estradas, além de poluir muito menos. Continue brigando para que esse projeto se torne realidade!Osmar
Prezado Deputado Hamilton e seus assessores, companheiros de muitas lutas, nós, agentes penitenciários, esperamos e agradecemos sempre a dedicação que VSª trata a nossa classe, tão sofrida e arrochada como as outras do funcionalismo. Muito obrigado. DEUS lhe abençõe sempre. Abraços.Ademir Ribeiro Salles | Sorocaba
Parabéns Hamilton. Trabalho no P.A. de Votorantim e agradeço tudo o que tem feito por nossa cidade e a população que tanto necessita de ajuda. Que Deus te dê muita saúde para sempre contarmos com a sua honestidade e amizade.Marisa Pereira | Votorantim
Parabéns e obrigado por todo durante todos esses anos. Que Deus continue lhe abençoando em todos os segmentos de sua vida e lhe dando saúde e sabedoria para lutar pelo nosso povo. Conte sempre com o meu voto. Um abraço.Ivan Fonseca dos Santos | Capão Bonito
Parabéns ao Deputado Estadual Hamilton Pereira pelo belíssimo trabalho atuante realizado em nossa região, e a participação efetiva colaborando com a regularização e titularidade das terras da Comunidade Quilombo do Cafundó de Salto de Pirapora, vamos em frente pois temos muito que conquistar ainda, um forte abraço.Adriano Vincler de Campos | Salto de Pirapora
Prezado Hamilton,
Continue trabalhando para concretizar a proposta da Região Metropolitana de Sorocaba - RMS. Há muito que você tem visão de futuro e sabe propor idéias progressistas em prol de Sorocaba e região. Como você já comentou trata-se de uma bandeira apartidária e os políticos de Sorocaba e região devem trabalhar em conjunto. A configuração da RMS certamente facilitará diversas ações conjuntas para o desenvolvimento da região, portanto todos têm a ganhar com isso. Um abraço.
Claudemir | Rio de Janeiro
Quero neste ato e momento parabenizar o Exmo Dr. Hamilton Pereira, Deputado Estadual que tem sido um guerreiro das causa democráticas, lutador pela 16ª Região Administrativa de Itapeva, esta que emancipará definitivamente nossa Região.
Fraternalmente,
Com. Profº. Rui Gomes Pinheiro
PCdoB - Itapeva -SP
Rui Gomes Pinheiro | Itapeva
Obrigada Sr Hamilton pela sua atitude como político e cidadão. Através do email que mandei pro Sr, pelo facebook sobre as crianças do parque Vitória regia que estão aprendendo inglês, O Sr Lucio entrou em contato comigo e está planejando uma reunião com o vereador Izídio para nos ajudar e eu acredito que tanto da parte dele, como da sua parte e Partido, farão o melhor pelas criancas. Muito obrigado in advanced.Neusa Ferraz | sorocaba
Eu sempre votei em você, admiro seu trabalho da forma democrática que age e da sua fala direta e objetiva para com o povo.
"quem está perdido em deus está achado neste mundo"
(Padre Fábio de Melo)
Um abraço, que deus ilumine seus caminhos e sua família, para que continue a fazer bons trabalhos e amenizar a vida do povo brasileiro.
Maria Luiza
Maria Luiza Dias | sorocaba
SEMPRE ESTIVE AO SEU LADO E ENQUANTO ESTIVER VIVO, ESTAREI. AQUI VOCÊ JAMAIS PERDERÁ UMA ELEIÇÃO PRA DEPUTADO ESTADUAL. VOCÊ E O BOLINHA (EM MEMÓRIA) SÃO POUCOS QUE SOBRARAM DA NOSSA LUTA. ABRAÇO DO AMIGO IRMÃO >> RETRATOJOSE LUIZ DE AMEIDA | VOTORANTIM
Desde que conheci essa pessoa, o dep. Hamilton, sempre votei nele e voto enquanto ele for candidato, pois admiro seu trabalho. É um voto válido pois ele trabalha para o povo! Parabéns, continue sempre assim. Abraços desse que te admira!AGUINALDO TAVARES | Sorocaba
Sr. Hamilton, eu sou um admirador do seu trabalho. O senhor é um DEPUTADO de muita fibra naquilo que faz, com Amor e muita luta! Estou sempre acompanhando seu trabalho, eu passei admirar o trabalho do PT desde que o LULA foi PRESIDENTE. Eu sempre fui um eleitor do partido do Maluf, porque trabalhei para ele por 25 anos. Hoje minha visão é outra: estou com o PT e não abro mão! Um abraço.joão batista martins | Salto
Que bom ver seu sucesso radiante para um grande HOMEM como você. Obrigado pela força dada há 24 anos atrás, no início do assentamento (Caic). Que a luz Divina brilhe cada vez + em torno de ti e de tua fami]ília. Deus vos abençoe sempre (NICINHA)Cléo Barbosa | Porto Feliz
Moro na Bahia há 13 anos...Fui fundador e Presidente do PT de Ibiúna e Coordenador da Micro Região do PT (Ibiúna, Vargem Grande, Mairinque, São Roque e Piedade). Fico imensamente feliz em ter participado da sua campanha ainda para o primeiro mandato... Me lembro muito das companheiras Ordana e Mara, ferrenhas defensoras na fase embrionária do seu nome no PT de sorocaba. Parabéns por permanecer com sua postura ética e com os ideias do PT que criamos.
Sucesso sempre !
Um abraço desde a Bahia
Waldo Andrade | Salvador
Parabéns Hamilton pela sua atuação sempre ética e voltada aos interesse do povo. Não existe melhor liderança que aquela dada pelo exemplo. Tenha certeza que você é um exemplo de político que queremos nos representando.EMANOEL PORFIRIO DE DEUS | SOROCABA
Parabéns pelo Projeto de Lei n. 463/11. Estamos precisando mesmo de boas propostas e esta é uma que terá todo o apoio e agradecimento da sociedade, sobretudo, das centenas de famílias que tem um membro desaparecido. O banco de dados e a troca de informações que possibilitará e estará disponível em um sistema, vai ajudar - e muito - a amenizar a dor de muitas pessoas. Abraço, companheiro.JORGE OLIVEIRA | Araras/SP
Para conhecimento de todos servidores públicos Estaduais de Sorocaba e Região, o deputado Hamilton Pereira esteve na Superintendência do Iamspe, para saber da possibilidade de contratação de mais um Hospital para atender os servidores publicos estaduais de Sorocaba e Região.
Que bom sabermos que ninguém precisa pedir nada ao Deputado Hamilton , quando ele fica sabendo de um problema ele coloca-se a disposição para ajudar a resolver.
Muito obrigada Deputado.
Maria Angela | Sorocaba
QUE HOJE SEJA SOMENTE MAIS UM DIA DE LUTA E VITÓRIA NESTA CAMINHADA DE DECISÕES SERENAS QUE SEMPRE PAUTARAM TUA EXISTÊNCIA, DEUS TE PROTEJA E TE ILUMINE PARA CUMPRIRES COM ÊXITO A MISSÃO POR TI ESCOLHIDA E ABENÇOADA PELO ALTO!EDINO VIEIRA DE CAMARGO | CESARIO LANGE
Sobre PL 463/11 das pessoas desaparecidas, também vale lembrar que há entre elas pessoas com deficiência intelectual e/ou comportamental, como por exemplo autistas, dada suas especificidades. Abraços. Regiane Nascimento - Movimento Pró AutistaRegiane Nascimento | Sao Paulo
Prezado Deputado Hamilton Pereira

Foi com grande satisfação que li o seu Projeto de Lei nº577, encaminhado a Assembleia Legislativa, que prevê a regionalização e humanização da Perícias Médicas dos funcionários e servidores Estaduais. Sou Funcionária Publica e quero parabenizá-lo pela iniciativa e me colocar a sua disposição para uma ampla mobilização junto aos demais Deputados, para que esse projeto seja aprovado.
Receba um forte abraço
Viviane Giampauli
VIVIANE GIAMPAULI | São Paulo
Caro Companheiro! É com muita honra que assino embaixo a solicitação de visita ao bairro de Maylasky. É um bairro com muita história para deixá-lo largado como está. Bjs a todos
Elenice(São João Novo) - São Roque
Elenice Ratajczyk | São Roque
Um outro olhar para a política de busca a desaparecidos é possível, necessária e urgente. Parabéns Hamilton pela coragem e comprometimento com todos nós. Somos famílias de pessoa desaparecidas e sentimos na "pele" a falta de rede qie integre todos os serviços.Celina Aparecida Simões
Belíssima luta a do Hamilton. Temos um caso de desaparecimento de um irmão da Isabel, há 20 anos já. A família até hoje nutre esperanças de sua volta. Portanto essa luta do Hamilton vai encontrar respaldo em quase todas as famílias brasileiras. Quase todos nós temos um vazio em família. A luta é admirável e só poderia vir de uma pessoa com um senso de fraternidade tão forte como o Hamilton. Parabéns a ele e a todos voces que lutam a boa luta. Abraços e votos de sucesso, estamos juntos, como sempre. Drausio/BelDrausio/Bel
Parabéns pelos seus projetos espero que consiga ter apoio dos demais, pois você é um lutador. Abraços desta sua eleitora!Luiza Alamino | sorocaba
Caro Deputado:
É com imenso prazer que entro nessa luta juntamente com o PT.
Reconheço o tamanho do seu esforço, da sua simplicidade e da sua capacidade. É por isso e muito mais que me presto a ser sua seguidora, já que Sorocaba tem um homem de integridade pura e verdadeira.
Parabéns pelo seu belo trabalho, e que isso sirva de exemplo para nosso país!!!!!
Luciane Aparecida Bezera | Sorocaba
Aqui é o filho do senhor Sergio Lobo.
Eu queria te desejar um ano cheio de surpresas e lembranças!!!
Gabriel Lobo | Quadra
Puxa vida Hamilton, parece que foi ontem o primeiro mandato. Parabéns pelo 5.º e que Deus continue iluminando sua jornada. Força Hamiltão!Cláudio Maffei | Porto Feliz
Receba meu caro companheiro deputado meus efusivos cumprimentos pelo quinta mandato consecutivo, prova maior da qualidade e valor de seu trabalho parlamentar.
Muita força para continuar firme no difícil enfrentamento político que fazemos, em SP, ao consórcio demo-tucano. Abraço militante de um sorocabano de nascença.
José Ivo Vannuchi
PARABÉNS HAMILTON PELO SEU 5º MANDATO! MUITA SAÚDE, TRABALHO E PAZ. CONTE COM A GENTE.
UM GRANDE BEIJO A VOCÊ E SUA FAMILIA.

BOMBEIRO CARLI

PRESIDENTE DA AMO WANEL (Associação dos Moradores do Wanel Ville) e DIREÇÃO.
PEDRO CARLI | SOROCABA
Quero parabenizar o nobre deputado por mais uma posse, pelo novo site de ótima navegação e estética, bem como toda sua equipe que tão gentilmente sempre nos atende. Assessores, funcionários e colaboradores formam uma grande família e sempre nos sentimos em casa. Que esses próximos anos sejam de muito trabalho e de muitas conquistas. Grande abraço a todos que fazem parte dessa grande família!Fabio Regino Sacco
O Sindicato dos Traalhadores Rurais de Juquiá o parabeniza por mais um mandato e, com certeza, será de muitos trabalhos e muitas realizações! Parabéns Abraços

Sueli Ilario | Juquiá
Simples e sincero!

Parabéns Hamilton Pereira!

Sandro Dellevedove | Laranjal Paulista - SP
Sucesso!! Essa é a palavra para definir esse quinto mandato, tudo que o companheiro Hamilton se propôs a fazer na esfera política tem como base a ética e, quando se tem adjetivos inquestionáveis como a ética, o resultado não poderia ser outro! Sucesso companheiro Hamilton, Sorocaba e toda região merecem ser representados por você e Araçoiaba da Serra precisa da Sua FORÇA!!!Mara Melo | ARAÇOIABA DA SERRA
Parabéns Deputado Hamilton Pereira! Muito sucesso em mais um Mandato!
Renato Oliveira- Presidente da SAB - Sorocaba Park/Sta Catarina 1e2 - Sorocaba
Renato Oliveira - Presidente da SAB-Sorocaba Park/Sta Catarina 1e2 | Sorocaba
O que é administrar uma cidade, um país????? Hoje isso está bem claro para todos os Brasileiros. Agora o povo de Sorocaba precisa e anseia que você traga a luz da verdadeira política e faça o que melhor sabe fazer! Que venha 2012! bjssssAntonia Leticia Toledo | Araçoiaba da Serra
Desejo muitas felicidades e sucesso! Abraços, Fernanda.Fernanda Ruas | Sorocaba
Parabéns Deputado Hamilton Pereira, sua posse significa que a LUTA CONTINUA COMPANHEIRO...Juvenil / vice-prefeito de Salto | Salto
Parabéns, Hamilton.
Sucesso em mais um mandato.
Sarapuí e região agradecem ao nobre Dep. Hamilton pelo excelente trabalho desenvolvido.
Deus te Abençoe companheiro!
Wellington (Étinho) | Sarapuí
Parabéns por mais um mandato! Que Deus o abençoe para que seja definitivamente a voz dos assentados para conquistar os benefícios necessários ainda pendentes. Um abraço.Reginaldo Bernardino | Porto Feliz
PARABÉNS HAMILTON PELO 5º MANDATO! SOMENTE OS QUE REALMENTE BUSCAM A DEMOCRACIA, VENCEM OS OBSTÁCULOS QUE APARECEM NO CAMINHO. SUCESSO E UM FORTE ABRAÇO!PROF. NIVALDO DUARTE | JACUPIRANGA
Parabéns deputado Hamilton Pereira pelo 5° mandato. Sabemos da sua dedicação para com Sorocaba e região. O PT de Sorocaba sente-se orgulhoso de ter no parlamento estadual um represente dedicado e atuante como você. Um grande abraço!José Carlos Triniti Fernandes | Sorocaba
Deputado Hamilton, parabéns por mais um mandato!!!Giselle Barros | Porto Feliz
Parabéns deputado Hamilton !Jornal da Band | Sorocaba
É uma grande alegria estar aqui para felicitá-lo nesta nova caminhada! Peço a Deus que lhe dê sabedoria, discernimento e muita saúde! Parabéns!Eduardo Anselmo Domingues Neto / vereador de Ibiúna | Ibiúna
Desejo ao Hamilton e toda a sua equipe muito sucesso neste novo mandato... que Deus os abençoe nesta empreitada. Um forte abraço a todos !Francis Fernando da Silva | Sorocaba
Desejo ao deputado mais um mandato profícuo, de muitas realizações na vida profissional e também na vida pessoal! Parabéns!José Carlos do Nute Rodrigues - Prefeito de Itaporanga | Itaporanga
O Diretório Municipal de Rinópolis parabeniza o deputado pelos seu 5º Mandato, que vem mais uma vez mostrar a força do seu trabalho!Alessandro Aparecido Pereira de Faria | Rinópolis
Quero paranebizar o Deputado Hamilton Pereira pela sua 5ª legislatura! Desejo muito sucesso e luta! Renan Santos - Presidente PCdoB Sorocaba / Presidente DCE - UNISO.Renan Santos | Sorocaba
Parabéns deputado Hamilton! Que você continue fortalecendo a democracia deste país! Abraços!Sebastião Carlos Odoni | Presidente Prudente
Dignidade e Competência! Parabéns Hamilton por mais um mandato!!!Ana Carolina | Porto Feliz
Parabéns Hamilton para mais um mandato que com certeza será de muita luta e trabalho.Marcelo Hespanhol | Porto Feliz
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