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Cantareira pode chegar a abril de 2015 com índice negativo

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014
fonte:  Imprensa PT Alesp
Roberto Navarro - Imprensa Alesp
Marcos Martins, Hamilton Pereira, Adriano Diogo, Vicente Abreu Guillo, Laércio Benko e João Paulo Rillo
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Marcos Martins, Hamilton Pereira, Adriano Diogo, Vicente Abreu Guillo, Laércio Benko e João Paulo Rillo
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Em audiência na Assembleia Legislativa, que aconteceu nesta terça-feira (21/10), o presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, afirmou que o governo do Estado vem ignorando sistematicamente os alertas da Agência, bem como descumprindo acordos, o que deve agravar ainda mais a crise hídrica em São Paulo a partir de abril de 2015, quando o nível do Cantareira poderá alcançar índices negativos, chegando a menos 5% segundo plano apresentado pela própria Sabesp.

Andreu também criticou a postura do governador, que se recusa em admitir o racionamento por conta do calendário eleitoral.

Para o presidente da ANA, as medidas paliativas deveriam ter sido tomadas enquanto havia água nos reservatórios, controlando, desde o começo da crise, a vazão conforme a entrada de águas no sistema, o que não foi feito.

"Agora, a quantidade de água que nós temos nos reservatórios é tão pequena que qualquer problema que a gente venha a ter no futuro, a Sabesp não terá controle sobre o sistema de distribuição de água. Portanto, as medidas restritivas tem que ser feitas quando você tem condição de atuar e não quando você perde o controle absoluto", disse.

De acordo com Andreu, como o governo do Estado não se planejou anteriormente e não assumiu o racionamento a tempo, agora pouco há para fazer. "Quem apresentou pela primeira vez a alternativa de uso do volume morto fomos nós (ANA), porque outras alternativas, o que deveriam ter feito antes, não se viabilizaria em menos de dois anos. Não há outra solução para São Paulo além da chuva", disse Andreu.

O presidente da ANA também falou sobre a retirada de água do segundo volume morto do sistema. "Eles querem tirar o segundo volume morto, ou seja a pré-tragédia. Eu costumo dizer assim: É como se cidadão fosse para o cheque especial e não avisasse a família que está com problema. Sem alternativa, ele quebra o cofrinho da filha, mas mantém a mesma condição financeira", afirmou.

Andreu lembrou que essa retirada aconteceu mesmo antes da autorização da agência."Constatamos em uma vistoria que o volume do Atibainha estava centímetros mais baixo na régua. No dia seguinte eles retiraram a régua e os técnicos não conseguiram fazer a medição", afirmou.

A audiência foi realizada pela Bancada do PT na Assembleia e contou com a participação dos deputados João Paulo Rillo, Adriano Diogo, Marcos Martins, Hamilton Pereira, Ana do Carmo e Enio Tatto.

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