A Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo entrou com um recurso na tarde desta sexta-feira (3) para cassar a liminar que paralisou o processo judicial relativo à Operação Hipócrates, deflagrada no ano passado, que denunciou 48 pessoas por fraudes em plantões médicos e licitações no CHS (Conjunto Hospitalar de Sorocaba).
A ação penal está parada desde o dia 20, o que pode atrasar ou até anular o julgamento dos envolvidos.
A liminar foi obtida pelo advogado Paulo Fernandes, defensor de um dos acusados, o empresário Edson Aleixo, acusado de vender próteses feitas em aço inox ao preço maior de próteses de titânio.
Promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), setor do Ministério Público que trabalhou nas investigações em parceria com o GAS (Grupo Antissequestro) de Sorocaba, pediu a inferferência da procuradoria. A instância pediu um agravo regimental com urgência, a ser analisado até terça. O processo ficará parado se a liminar não cair até o julgamento final do habeas corpus (que pode levar anos e resultar na prescrição dos crimes). A polícia ainda não se manifestou sobre as supostas escutas ilegais.